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Rayman Origins é lindo game de plataforma em 2D

30th dezembro 2011   ·   0 Comments

Mais do que voltar às origens, Rayman Origins resgata o espírito dos grandes jogos de plataforma em 2D da década de 1990, revitalizando um gênero abandonado por outras empresas e desafiando quem mais entende do assunto: seria Rayman Origins o melhor jogo de plataforma dos últimos anos – superando até mesmo o encanador Mario?

Lindo. A melhor definição para Rayman Origins é essa. Por meio da nova tecnologia gráfica Ubi Art, a Ubisoft conseguiu criar um dos jogos mais bonitos dos últimos anos. E nesse caso, não se trata apenas de qualidade de polígonos, e sim de um espetáculo de cores, animações e cenários. Rayman Origins parece uma pintura em movimento, um desenho animado em alta definição que você controla cada movimento.

A direção artística, sob o comando do produtor Michel Ancel, contrasta belezas e bizarrices de um mundo cheio de vida. Rayman finalmente ganhou uma aventura solo após ficar anos na sombra dos Coelhos Malucos de Raving Rabbids – que agora possuem uma série só para eles.

Origins conta uma história simples e repleta de humor. Rayman, seu fiel escudeiro Globox e outros amigos estavam tirando uma soneca na Clareira dos Sonhos. Só que o barulho do ronco era tão alto que perturbou uma velha da Livid Dead, que ficou possessa e enviou criaturas malignas para prender Rayman e seus colegas. Após escapar, o protagonista sem braços nem pernas vai em busca de criaturas mágicas chamadas Electoons para curar o Buble Dreamer e salvar a Clareira dos Sonhos.

Com uma boa desculpa para ir em diversos mundos atrás dos Electoons, Rayman passeia pelos mais variados cenários, como florestas, geleiras e desertos musicais. A variedade das fases é incrível e todos os elementos mudam de acordo com a temática do estágio. Isso inclui também inimigos e plataformas, tornando cada estágio uma experiência diferente.

Assim como New Super Mario Bros. Wii, Rayman Origins também permite que até quatro jogadores se aventurem ao mesmo tempo localmente. E a exemplo do jogo da Nintendo, quando quatro pessoas jogam simultaneamente é quase impossível entender o que está acontecendo, mas a diversão é incrível. Jogar em par, no entanto, é gratificante e a melhor solução para que o namorado(a), filho(a), esposa ou marido não fiquem apenas assistindo – apesar que só de olhar as maluquices e divertidas a animações, já garante muita diversão.

A jogabilidade conta com recursos clássicos de jogos de plataformas. No entanto, essas habilidades são desbloqueadas conforme o avanço no jogo. Entre elas, planar, diminuir de tamanho, atacar e quicar na parede entre outras. Tudo isso constrói uma jogabilidade baseada praticamente em três comandos: pular, correr e atacar.

Apesar da simplicidade e do jeitão infantil, Rayman Origins está longe de ser um jogo casual. Ao contrário do que a Nintendo vem fazendo com os jogos do Mario, a Ubisoft não quis fazer um jogo apenas para crianças e público casual. Rayman Origins também lembra os clássicos do gênero por seu desafio e dificuldade. Não chega a ser frustrante, mas não espere um passeio no parque – principalmente nas fases mais avançadas.

A dificuldade lembra, de certa forma, Donkey Kong Country Returns, lançado em 2010 para o Wii. As fases são longas e repletas de locais secretos. Quem almejar coletar todas as Electoons terá que se arriscar muito mais e, consequentemente, terá mais dificuldade do que quem quiser apenas chegar até o final dos estágios.

Apenas um detalhe tira o brilho de Rayman Origins: a ausência de uma modalidade multijogador por meio das redes online. Nem todo jogo precisa ter um modo online, mas jogar Origins com um amigo na Live, PSN ou WiFi Connection da Nintendo seria incrível e garantiria boas gargalhadas. É claro que jogar do lado dos amigos é divertido, mas nem sempre dá para estar perto, não é mesmo?

Com uma trilha sonora impecável, visuais incríveis e jogabilidade na medida, Rayman Origins é uma das mais agradáveis surpresas de 2011. O preço praticado no Brasil, R$99,90, também é um bom motivo para conferir essa mágica e divertida aventura que mostrou que, com muita criatividade, é possível sim fazer jogos de plataforma em 2D tão bons quanto os da época de ouro – e até melhores.

 

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